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Pelo direito de ser feliz!


Hoje, 26 de Outubro, o Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03) lembra o Dia da Visibilidade Intersexo. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 1,7% da população mundial nasce intersexo. A data marca iniciativas que devem ser desenvolvidas para que a identidade intersexual não continue sendo invisibilizada, como foi ao longo da história. Afinal, numa sociedade estruturada por uma lógica binária, ou seja, pessoas nascendo e instadas a existir a partir de papéis previamente designados a serem exercidos como ‘homem’ ou ‘mulher’, é um desafio a cada uma/um construir para si uma identidade que foge a esses padrões pré-determinados. Sendo o respeito à diversidade social um dos princípios basilares do CRP-03, a autarquia se soma à luta pelo reconhecimento da identidade intersexual no Brasil e no mundo.

O tema veio a público desde 1996, na conferência anual da Academia Americana de Pediatria, realizada na cidade de Boston, Estados Unidos da América (EUA). Desde então, a sigla LGBTQUIA+ passou a expressar a letra “I” em referência às pessoas de condição intersexo. No Brasil, a Associação Brasileira Intersexo (ABRAI) representa esse grupo social. Em seu website, a ABRAI apresenta algumas perspectivas do conceito de pessoas intersexo. Entre elas, está a de uma organização australiana chamada Intersex Human Rights (IHRA): pessoas que não se enquadram em normas médicas e sociais a partir de critérios que até então classificariam a identidade de gênero por “corpos femininos” ou “corpos masculinos”, mas que são passíveis de riscos ou julgadas por estigmas, discriminadas e vulneráveis aos discursos/ações de ódio e danos diversos.

Os efeitos de múltiplas violências às pessoas intersexo, inclusive psicológicos, precisam ser considerados nos espaços de diálogos e, sobretudo, na construção de políticas públicas e ações intersetoriais de saúde. É preciso sensibilidade ao tema. No Brasil e no mundo, as pautas da comunidade LGBTQIA+ são defendidas por instituições da sociedade civil e, cada vez mais, estão ocupando a agenda dos debates públicos, enquanto a intersexualidade ainda é um tabu. O CRP-03 chama a atenção da categoria e da sociedade para que pessoas intersexo tenham reconhecimento de sua existência a partir do que simplesmente se autoafirmam como são. Fica à disposição para se articular com outras instituições e sujeitos empenhadas/os na defesa dos direitos destas/es cidadãs/ãos. E se soma às pessoas intersexo na defesa do direito de também ser feliz!

Saiba mais sobre o tema acessando o website da ABRAI: https://abrai.org.br

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