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Janeiro Branco traz o tema da saúde mental para discussão

Publicado em 15 janeiro de 2019 às 12:56

Janeiro Branco traz o tema da saúde mental para discussão

Conselho reafirma importância da pauta para a Psicologia

Mobilizar a sociedade em favor da saúde mental é o principal foco do Janeiro Branco. A campanha foi idealizada em 2013, por psicólogas/os de Minas Gerais e já ganhou força em todo Brasil. Em mais um ano, o Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03) adere ao projeto e reafirma o compromisso com as pautas da saúde mental.

De acordo com o site oficial do Janeiro Branco, a campanha é voltada para dar visibilidade aos temas da saúde mental, promover e divulgar os seus conceitos a fim de promover cuidados com a mente e com a vida das pessoas. Outro ponto importante das ações realizadas neste mês é fortalecer e estimular a criação de políticas públicas que garantam o benefício das pessoas, além de levantar discussões sobre o assunto. Segundo o portal, a escolha do mês não foi aleatória. Janeiro representa um novo começo com novos planos e cor branca dá a ideia de um quadro, para que uma nova história da saúde mental seja desenhada.

Considerado ainda um tabu na sociedade, o assunto não pode ser ignorado. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, até 2020, a depressão será o maior motivo de afastamento do trabalho no mundo. Em relação ao Brasil, os números são ainda mais preocupantes. O país tem a maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo e é o quinto em casos de depressão.

Em lembrança à campanha, o CRP-03 chama atenção para os determinantes sociais de saúde, as desigualdades sociais, o contexto de constante aumento da violência, seja urbana ou doméstica, e outras que atingem grupos mais vulneráveis, como os povos indígenas, mulheres, negros/as, LGBTs, e etc. A autarquia também manifesta a necessidade de manter um posicionamento crítico em relação à campanha, no que diz respeito às reflexões sobre as práticas que vêm sendo divulgadas como promotoras de saúde mental e que não possuem um caráter científico, assim como, ao fato do uso da cor branca, que pode remeter a um discurso médico biológico e de práticas higienistas e racistas.

Para o coordenador da Comissão de Saúde do CRP-03, Renan Rocha, é necessário um diálogo com ideia de convite à sociedade, para que práticas autocuidadoras adequadas sejam promovidas. “Mesmo assim, reafirmamos as nossas bandeiras de luta em defesa da Luta Antimanicomial, do fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial e da saúde pública, e a ampliação do acesso às profissionais de ações de saúde mental para toda a população, em caráter público, gratuito e de qualidade”, destacou Renan.

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