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Documentário “Meu nome é Jacque” traz debate sobre identidades de gênero

Publicado em 26 maio de 2017 às 20:54

Documentário “Meu nome é Jacque” traz debate sobre identidades de gênero

Exibição fez parte do projeto Cineclube PSIS, promovido pelo Grupo de Trabalho Psicologia e Mídia

A exibição do documentário “Meu nome é Jacque”, de Angela Zoé, deu início ao Cineclube PSIS, projeto organizado pelo Grupo de Trabalho Psicologia e Mídia (GTPM), da Comissão de Direitos Humanos do CRP-03. O evento aconteceu na tarde desta quinta-feira, 25, no auditório do Conselho, e reuniu psicólogas/os, estudantes e demais interessadas/os no tema identidades de gênero. A ativista transfeminista e pesquisadora da Universidade Federal da Bahia, Viviane Vergueiro, o psicólogo convidado, Gladson Mascarenhas (CRP03/11353), e a estudante de psicologia, membra do Grupo de Trabalho Psicologia e Identidades de Gênero, Luana Cavalcante foram os convidados do evento.

Despatologização das identidades trans, transfobia e o papel da/o psicóloga/o foram alguns dos pontos levantados na discussão provocada pela obra. Viviane Vergueiro destacou a relevância da iniciativa. Para a convidada, a Psicologia deve dar visibilidade ao debate da despatologização.  Segundo a coordenadora do GTPM, Karoline Tavares (CRP03/13418), a proposta do projeto surgiu da falta de espaço para a discussão de temáticas necessárias tanto para a/o profissional, quanto para as/os estudantes. “Temas como esse, muitas vezes, não são abordados durante a nossa formação”, comentou a psicóloga. As sessões do cineclube serão mensais. Em cada edição, será abordado um assunto  importante para a atuação da/o profissional de Psicologia.

Documentário

“Meu nome é Jacque” é um documentário lançado em 2016, que conta a história de Jacqueline Rocha, mulher transexual, soropositiva e ativista das causas LGBT. Hoje casada e mãe, Jacque começou sua luta ainda quando criança, ao não identificar-se com o seu gênero biológico. “Sempre fui ela. Esse foi meu entendimento a vida toda”, explicou Jacque em um dos momentos da obra.

O documentário é dirigido por Angela Joé e tem o apoio institucional do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV (Unaids), da ONU Mulheres, do Sesi-Senai/Firjan e patrocínio da Ancine.

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