Publicado em 17 novembro de 2023 às 18:50

Autarquia defende que a campanha inclua mulheres trans, travestis, pessoas não-binárias e intersexo
A campanha do Novembro Azul foi iniciada na Austrália, em 2003, com o intuito de conscientizar os homens sobre a importância do cuidado com a saúde, em especial, com a prevenção do câncer de próstata. Aqui no Brasil, este é o segundo tipo de câncer mais frequente na população que possui a glândula, ficando atrás apenas dos tumores de pele não melanoma, segundo dados do Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde lançou uma Nota Técnica que aponta a idade como principal fator de risco para a doença, sendo mais incidente a partir dos 60 anos. Foram levados em consideração como risco de desenvolver o câncer histórico familiar, obesidade e outras doenças crônicas, sendo estes reflexos também de modos de vida. Ao perceber alterações suspeitas como dificuldades de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite e sangue na urina, é recomendado a procura de uma unidade de saúde.
O cuidado em saúde deve ser pensado todos os anos e para todas as idades, sendo construído culturalmente formas benéficas de relação com o corpo, rompendo com os preconceitos relacionados à saúde e fazendo com que seja visto como uma necessidade à vida, se ter uma boa alimentação, atividade física, promoção da saúde mental, vínculos afetivos e sociais, evitar o uso do álcool e controle do tabaco são algumas estratégias importantes para reduzir os riscos de desenvolver a doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Com o passar dos anos, cada vez mais as instituições estão apoiando a campanha, organizando ações como palestras, parcerias com consultórios médicos, distribuindo fitas azuis e produzindo materiais educativos sobre o tema. Destacamos o papel fundamental das políticas públicas como formas de produzir equidades em saúde, uma vez que, olhar as interseccionalidades é uma forma de compreensão dos aspectos de vida dos sujeitos e para além das condições biomédicas, mas psicossociais, históricas e territoriais. No entanto, boa parte dos materiais de divulgação são direcionados para os homens cis e as ações em saúde como serviços encontram-se centralizados nos centros urbanos.
Diante disso, o CRP-03 destaca que o Novembro Azul precisa ser pautado na pluralidade dos corpos, não somente chamando atenção para o cuidado em saúde dos homens cis, mas também para as pessoas com deficiência, mulheres trans, travestis, pessoas não-binárias e intersexo, populações tradicionais, povos indígenas e negros, que historicamente sofreram com os processos de exclusão do modelo saúde-doença-cuidado. É necessário ampliar a campanha, já que muitas pessoas evitam a procura de atendimento, em decorrência do preconceito e discriminação.
O CRP-03 aponta também, a importância do trabalho de psicólogas/os no cuidado da saúde integral das pessoas, na prevenção e promoção da saúde mental, no fortalecimento das ações multidisciplinares e intersetoriais, a fim de reduzir os impactos psicológicos apresentados por pacientes diagnosticados com câncer de próstata, muitas vezes presentes como o medo, desesperança, isolamento, angústia e alguns casos mais graves de psicopatologias como a depressão e ansiedade. Defendemos, ainda, o fortalecimento das Políticas Públicas de Saúde para o suporte psicológico das pessoas que passam por condições crônicas.
O Conselho reforça que o acesso à saúde é um direito de todas, todos e todes.
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