Publicado em 19 abril de 2024 às 12:22
No ano de 1943 foi publicado o Decreto-Lei Nº 5.540, emitido pelo então Presidente da República Getúlio Vargas, que estabelecia o 19 de abril como Dia do Índio. No entanto, em 2022, a Lei Nº14.402/22 revogou o texto e a data passou a ser chamada de Dia dos Povos Indígenas. A mudança teve o objetivo de evidenciar a diversidade das culturas dos povos originários.
Essa é uma das conquistas, resultado de incansáveis lutas ao longo de muitos anos. Através desse e de outros acontecimentos, é possível observar que os povos indígenas vêm pautando debates na agenda nacional fortalecendo as suas organizações, lideranças e conquistando o direito de exercer os seus modos de existências. São núcleos de resistência e conseguiram o importante feito de se inserirem no cenário político brasileiro e mundial, com muitas lideranças reconhecidas internacionalmente pelas suas lutas pelos territórios e a pauta das mudanças climáticas.
O último Censo realizado em 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que as/os indígenas no Brasil são mais de 1,69 milhão de pessoas, representando 0,83% do total da população. Os números demonstram um aumento em relação aos dados do Censo de 2010, que apontavam a população índigena com 896,9 mil. Isso aconteceu por conta de uma mudança na metodologia do IBGE, quando foram encontradas mais terras indígenas e mais pessoas foram entrevistadas. Nestes dados, a Bahia registra o segundo Estado brasileiro com o maior número de populações indígenas, 229,1 mil de pessoas, vivendo entre cidades e aldeias e uma diversidade étnica de mais de 30 povos.
Contudo, as violações de direitos humanos são contínuas e é urgente a criação de ações comprometidas com a temática. No início de 2024, o Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-03) publicou uma nota pública sobre crimes contra os povos indígenas na Bahia, reafirmando o compromisso da autarquia com a defesa do direito à vida do povo Pataxó, além de trazer informações a respeito das situações de violências contra os povos indígenas, por conta dos conflitos territoriais e pela não demarcação das terras.
No dia de hoje, o CRP-03 reitera a necessidade de ampliação do diálogo do Sistema Conselhos de Psicologia com as populações indígenas, levando em consideração a diversidade étnico-cultural brasileira, em seus aspectos relacionados à identidade, memória e história. É dever ético e político a atuação de psicólogas/os junto aos povos indígenas, de modo contribuir para a superação do racismo e a não folclorização dos povos indígenas.
Neste sentido, a fim de orientar a categoria, o Conselho recomenda leituras das publicações:
Relações raciais: referências técnicas para atuação de psicólogas(os) (CFP, 2017);
Referências técnicas para atuação de psicólogas (os) em questões relativas à terra. (CFP, 2019);
Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) junto aos povos indígenas (CFP, 2022).
Compartilhe este conteúdo nas redes
Mais Posts
16 dias de ativismo chama atenção para os casos de violência contra a mulher
A campanha dos 16 Dias de Ativismo teve início em 1991, a partir da mobilização de ativistas durante o Instituto […]
Publicado em 19 abril de 2024 às 12:22CRP-03 destaca o Dia da Consciência Negra
A Psicologia deve estar fundamentada em práticas antirracistas. É com essa afirmação que o Conselho Regional de Psicologia da Bahia […]
Publicado em 19 abril de 2024 às 12:22Cuidar, Proteger, Transformar: O papel da/o Conselheira/o Tutelar
O Dia da/o Conselheira/o Tutelar é comemorado em 18 de novembro, no Brasil. A data foi instituída pela Lei nº […]
Publicado em 19 abril de 2024 às 12:22